Entre zonas ribeirinhas e antigas vias rurais, esta etapa percorre os concelhos de Loures e Vila Franca de Xira, num território onde o rio define o traçado e a paisagem. Em Sacavém, o Museu da Cerâmica preserva a memória da antiga Fábrica de Loiça e testemunha a importância industrial da região. O caminho segue depois por várzeas férteis e encostas suaves, onde subsistem quintas e capelas de valor histórico, como a Quinta da Malvasia, a Quinta do Brasileiro e a Quinta da Piedade, com construções setecentistas e exemplares de azulejaria tradicional.
Ao longo do trajecto, sucedem-se localidades com forte identidade ligada ao Tejo — Vialonga, Póvoa de Santa Iria, Forte da Casa, Alverca e Alhandra. Em Vialonga sobressaem a Igreja Matriz e a Capela de Santa Eulália; em Alverca, o núcleo do Museu do Ar e a Igreja dos Pastorinhos; e em Alhandra, a Casa-Museu Dr. Sousa Martins e a Igreja de São João Baptista. Cada uma destas vilas mantém marcas da vida agrícola e fluvial que moldaram a região.
A etapa termina em Vila Franca de Xira, onde o percurso ribeirinho conduz ao centro histórico. A cidade mantém o vínculo ao rio e à navegação, reunindo património civil e religioso, como o Pelourinho manuelino, a Igreja Matriz, o Museu do Neo-Realismo e os painéis de azulejos da estação ferroviária, símbolos da transição para o coração do Ribatejo.